Fotografía de Herr_Mueller - The Good Life #1
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16 de octubre de 2026

«Who Ya Gonna Believe, Me or Your Own Eyes?»

 

Who Ya Gonna Believe, Me or Your Own Eyes?


[IA - The line was spoken by Chico Marx (playing the character Chicolini) in the 1933 Marx Brothers film Duck Soup.

While it is frequently misattributed to his brother, Groucho Marx, Chico delivered the famous line while disguised as Groucho's character (Rufus T. Firefly). In the scene, a wealthy dowager catches him emerging from under her bed and insists she saw him, to which he replies: "Who ya gonna believe, me or your own eyes?" (1933)
]





8 de octubre de 2026

Un aforismo de Carlo Gragnani

 

Il silenzio di Dio fa contrasto con la loquacità di coloro che dicono di parlare in Suo nome.

Carlo Gragnani

(1910 - 2010)





21 de septiembre de 2026

Myriam Moscona - Otruna version

 

Otruna version

en sus tiempos
dijo raví abravanel:

la eternidad esta yena de ojos

kuando raví abravanel se echo del puente
(los fransezes lo meldavan
los rumanos lo keriyan
los djidios lo adoraban
los pajarikos lo pikavan)

lo savemos abravanel preziado:
                                 la eternidad
de orejas esta enchida
                            i de ojos

la lingua suya
se enkashó entre la espada —mui adientro entre su pecho i la pader—
—en los adientros suyos presentida—

y por favor ya no repitas la palabra «presentida»


Myriam Moscona


Ansina. Vaso Roto, 2015



17 de septiembre de 2026

Dos aforismos de Paolo Bianchi

 

Nessuno mi conosce bene come la mia vergogna.

Non ti amo, ma non so come dirmelo.



Paolo Bianchi


Lampi, Editrice La Mandragora, 2017

«Lampi, ovvero le improvvise intuizioni di fatti connessi, di rapporti inediti tra uomini e cose.
Lampi, ovvero come cose distanti possano entrare in rapporto analogico e donarci un’immagine nuova della vita.
Lampi, ovvero illuminazioni che per un attimo mostrano gli aspetti segreti della realtà.
Lampi, ovvero la nitidezza aforistica di Paolo Bianchi che perdura in questa sua nuova, straordinaria collezione di aforismi.»


(Bianchi è nato a Roma nel 1986)




15 de septiembre de 2026

Giuseppe Pontiggia - «Incredibile e allucinante»


INCREDIBILE – Usato per attirare l'attenzione su ciò che stiamo dicendo, perciò usato continuamente. Suscita rassegnazione in chi lo ascolta, perché non si tratta mai dell'incredibile, ma solo di ciò che è scarsamente credibile. Ho fatto un incontro incredibile (detto per «interessante»). Ma l'interesse di chi ascolta è già scemato. Ho conosciuto una donna incredibile. L'interesse è zero. Incredibile è, alla lettera, solo chi lo dice.


ALLUCINANTE – L'aggettivo più comune nell'età degli allucinogeni. In Italia lo si può sostituire con normale. Una lettera impiega otto giorni da un quartiere all'altro? Normale. Una lettera impiega un giorno? Allucinante.


Giuseppe Pontiggia

(Como, 1934 - Milán, 2003)



Le sabbie immobili © Il Mulino 1991 - Mondadori 2007 - Selezione Aforismario




Algunas tiras de Heitor Isoda

 

2010


2011



2011



Heitor Isoda (São Paulo, 1990)





14 de septiembre de 2026

29 de agosto de 2026

Unos aforismos de Giuseppe Grieco

 

Sono gli eventi inauspicati della vita ad aiutarci a comprenderla.


Ovunque partorisca, la solitudine è concepita nella folla.


Ti penso ogni giorno per dimenticarti a modo mio.


Perseveranza, il talento più versatile.


La vetta della montagna è anche l’orlo del precipizio.


Anche i ricordi si possono dilapidare.




Giuseppe Grieco




(Maddaloni, Campania, 1993)

28 de agosto de 2026

Más de Federigo Tozzi


Molte volte la vita è simile a una grande violenza.

Nessuno comprende che molta parte della bellezza è bontà.

Vi sono dolcezze che fanno male quanto il dolore.



Federigo Tozzi




Federigo Tozzi non scrisse raccolte di aforismi nel senso classico, ma le sue opere (romanzi come Con gli occhi chiusi, Il podere, e raccolte di novelle) sono piene di frasi fulminanti, immagini potenti e osservazioni acute che vengono spesso citate come aforismi, riflettendo la sua visione esistenziale e il suo stile espressionista e frammentario.

(https://www.frasicelebri.it)



26 de agosto de 2026

Bruce Gilden

 


If you can smell the street by looking at the photo, then it’s a street photograph. You feel like you’re really there.

Bruce Gilden


(Nueva York, 1946. Fotógrafo consagrado gracias a la fotografía callejera. Es miembro de la agencia Magnum desde 1998.)






15 de agosto de 2026

Queda verano todavía para leer (o releer)

 

Kleber Sales - livros para o verão (ilustração para o Correio Braziliense),  2014



Y de la mano de Kleber Sales, un fragmento de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.

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O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo, por exemplo, nessa mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de um artesão dia após dia; existe tempo nas cadeiras onde nos sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos frutos que colhemos, no pão em cima da mesa, na massa fértil dos nossos corpos, na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é; por isso ninguém em nossa casa a de dar o passo mais largo que a perna: dar o passo mais largo que a perna é o mesmo que suprimir o tempo necessário à nossa iniciativa; (...) 

Raduan Nassar 


Lavoura arcaica (1975) 



6 de agosto de 2026

Fernão Mendes Pinto

 

para que eu pudesse fazer esta rude & tosca escritura, que por herança deixo aos meus filhos

Fernão Mendes Pinto



Leído en A Musa Irregular, de Fernando Assis Pacheco, Assírio & Alvim, Lisboa, 2006




30 de julio de 2026

Rui Knopfli - Hackensack



HACKENSACK

Você compreende Thelonious Monk?
Não. Você não o entende.
Até lhe desagrada e o inquieta
aquela forma esquisita
de ter o passo oblíquo e trôpego
e de deixar tombar a nota
não quando você a espera,
mas um momento antes ou depois,
sempre depois se a espera antes,
sempre antes se a espera depois.
Não finja. Eu sei que o incomoda
e o irrita o modo impertinente
com que faz rilhar o dente
ao piano, com que pulveriza
as semibreves. De Dinah
a Bolivar blues não se vai
nas cordas doces de um violino;
tem de se ir pisando duro
mas com cautela e precaução
doseando silêncio e som
opondo ao vazio mensuração.

Rui Knopfli


Mangas Verdes com Sal (1969)



(Thelonious Monk, fotografia de Francis Wolff)







28 de julio de 2026

Alexandre O’Neill - «Pois» + «Pois pois»

 

POIS

O respeitoso membro de azevedo e silva
nunca perpenetrou nas intenções de elisa
que eram as melhores. Assim tudo ficou
em balbúrdias de língua cabriolas de mão.

Assim tudo ficou até que não.

Azevedo e silva ao volante do mini
vê a elisa a ultrapassá-lo alguns anos depois
e pensa pensa com os seus travões
Ah cabra eram tão puras as minhas intenções

E a elisa passa rindo dentadura aos clarões.



POIS POIS

Sobre o tampo da mesa
Rabo de Cavalo cotovelo-groselha
defronta Patilhas Grisalhas cerveja-cotovelo

Falam de dominguins versus ordoñez
de hemingways na brecha na querela
do assassino mano a mano

Falam a ouro e a sangue no ruedo de mármore

Sob o tampo da mesa
três joelhos conversam roçagantes:
o dele (sarja) entre os dela (nylon).

Rabo de Cavalo está quadrada.
Patilhas Grisalhas então entra a matar.

O sobre e o sob logo se confundem.
Que prometia (olé) o cartaz dele?


Alexandre O’Neill


Entre a Cortina e a Vidraça (1972)







23 de julio de 2026

Mia Couto y África

 

Hoje eu sei, África rouba-nos o ser, e nos vaza sempre de maneira inversa, enchendo-nos de alma.

Mia Couto






Andreas Martin / Mandreas Artin - O Monte Lema (Província de Nampula, Moçambique, em março de 2010)

16 de julio de 2026

Elliott Erwitt

 

Siberia. Bratsk, 1967,


To me, photography is an art of observation. It's about finding something interesting in an ordinary place... I've found it has little to do with the things you see and everything to do with the way you see them.

Elliott Erwitt




15 de julio de 2026

«I've been rich and I've been poor, and believe me, rich is better.»

 


Debby (Gloria Grahame) a Banion (Glenn Ford) en The Big Heat, 1953




Diccionario del cine negro, de Javier Coma. Plaza Janés, 1990


«She knows more than Einstein.»

 


Mrs. Thompson (Edna Holland) a su hijo Steve (Burt Lancaster) acerca de Anna (Yvonne De Carlo) en Criss Cross, 1949





Diccionario del cine negro, de Javier Coma. Plaza Janés, 1990



6 de julio de 2026

Gil Vicente

 

E mais as boas pessoas 
são todas pobres a eito;
e eu por este respeito
nunca trato em cousas boas,
porque não trazem proveito.
Toda a glória de viver
das gentes é ter dinheiro,
e quem muito quiser ter
cumpre-lhe de ser primeiro
o mais roim que puder.


Gil Vicente, Auto da Feira



Leído en Auto dos Danados, de António Lobo Antunes. Publicações Dom Quixote, 18ª edição (1ª edição ne varietur): Abril de 2005. 1ª edição: 1985