Fotografía de Herr_Mueller - The Good Life #1
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26 de agosto de 2026

Una fotografía de Carlos A.De S.

 


Carlos A.De S. - Alguem chamou, ela voltou / Gringa perdida em feriado do Trabalhador, Pelourinho, Bahia, 2008. (Flickr)




15 de agosto de 2026

Queda verano todavía para leer (o releer)

 

Kleber Sales - livros para o verão (ilustração para o Correio Braziliense),  2014



Y de la mano de Kleber Sales, un fragmento de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.

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O tempo é o maior tesouro de que um homem pode dispor; embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento; sem medida que o conheça, o tempo é contudo nosso bem de maior grandeza: não tem começo, não tem fim; é um pomo exótico que não pode ser repartido, podendo entretanto prover igualmente a todo mundo; onipresente, o tempo está em tudo; existe tempo, por exemplo, nessa mesa antiga: existiu primeiro uma terra propícia, existiu depois uma árvore secular feita de anos sossegados, e existiu finalmente uma prancha nodosa e dura trabalhada pelas mãos de um artesão dia após dia; existe tempo nas cadeiras onde nos sentamos, nos outros móveis da família, nas paredes da nossa casa, na água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos frutos que colhemos, no pão em cima da mesa, na massa fértil dos nossos corpos, na luz que nos ilumina, nas coisas que nos passam pela cabeça, no pó que dissemina, assim como em tudo que nos rodeia; rico não é o homem que coleciona e se pesa no amontoado de moedas, e nem aquele, devasso, que se estende, mãos e braços, em terras largas; rico só é o homem que aprendeu, piedoso e humilde, a conviver com o tempo, aproximando-se dele com ternura, não contrariando suas disposições, não se rebelando contra seu curso, não irritando sua corrente, estando atento para o seu fluxo, brindando-o antes com sabedoria para receber dele os favores e não a sua ira; o equilíbrio da vida depende essencialmente deste bem supremo, e quem souber com acerto a quantidade de vagar, ou a de espera, que se deve pôr nas coisas, não corre nunca o risco, ao buscar por elas, de defrontar-se com o que não é; por isso ninguém em nossa casa a de dar o passo mais largo que a perna: dar o passo mais largo que a perna é o mesmo que suprimir o tempo necessário à nossa iniciativa; (...) 

Raduan Nassar 


Lavoura arcaica (1975) 



7 de agosto de 2026

3 de agosto de 2026

Una fotografía de Guilherme Carvalho

 


Guilherme Carvalho - Bialinda, 2005



O nome Bialinda não é um nome tradicional com registro em dicionários etimológicos formais; ele surge como uma aglutinação ou apelido carinhoso composto por dois elementos comuns em português: o hipocorístico Bia (redução usual de Beatriz ou Bianca) e o adjetivo linda.»]



10 de julio de 2026

Dos fotografías de Antonio Fonseca

 

Olhar emblemático
(Concurso de Bandas e Fanfarras, Lauro de Freitas-Ba), 2008


Baianidade  (Lavagem do Bonfim Salvador-Ba), 2012



Antonio Fonseca




4 de julio de 2026

Una fotografía de Lia de Paula

 


Lia de PaulaNão me lembro seu nome mas ela é do sertão do Tauá, 2005



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Tauá é um município brasileiro do estado do Ceará, na região do sertão dos Inhamuns. É o segundo maior município cearense em área territorial, inserido por completo no bioma da caatinga. Sua colonização remonta ao século XVIII.

(...)

Tauá é uma palavra de origem indígena que significa "barro vermelho" em tupi. Chamou-se inicialmente São João do Príncipe e São João do Príncipe dos Inhamuns. Entretanto, Gomes de Freitas prefere que o significado de Tauá seja "cidade antiga"



28 de junio de 2026

Una fotografía de Thomas Weiler

 


Thomas WeilerBrasil Street Series Noir - Blowing In The Wind (on explore), 2020

(A spontaneous street portrait of this beautiful young charming lady at night in João Pessoa, Brasil, only with available light)



17 de junio de 2026

Manoel de Barros - «Poesia não é para compreender…»


Para entender nós temos dois caminhos: o da
sensibilidade que é o entendimento do corpo; e o da
inteligência que é o entendimento do espírito.
Eu escrevo com o corpo.
Poesia não é para compreender, mas para incorporar.
Entender é parede; procure ser uma árvore.


Manoel de Barros


Omar D. Vasquez - Ilha de Paquetá 

Paquetá é o bairro comprendido pela pequena Ilha de Paquetá, no interior da baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil»)


«Palavras de Vinicius para Maria Bethânia» (1965)

 

Maria Bethânia, 1966. Arquivo Nacional do Brasil


Maria Bethânia canta como uma jovem árvore que queima numa crepitação de madeira que se extingue para o alto. Tudo é combustão nessa extraordinária cantora cuja voz nos veio da Bahia, para transmitir uma mensagem de amor e poesia como raramente acontece.

Seu canto é livre e puro, mas não de uma pureza casta e desumana: é o encontro do céu com a terra, um casamento do mundo com o infinito. Nela o timbre crestado, com uma qualidade de juta, é um dos componentes mais humanos; mas seu canto se eleva mais alto, lírico, embriagado de espaço, cravejado de estrelas.

Maria Bethânia canta com a liberdade dos pássaros para fora e para cima, mas sem perda dessa intimidade fundamental à comunicação.

A benção Maria Bethânia!


Vinicius de Moraes
3/12/65


Maria Bethânia e Vinícius de Moraes, em 1972. Arquivo Nacional.



14 de junio de 2026

Una fotografía de José Carlos Filizola

 



José Carlos Filizola - Cantagalo, 2010  (Cantagalo-Pavão-Pavãozinho)


[Cantagalo-Pavão-Pavãozinho (PPG) é um complexo de favelas localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, situado sobre o morro que divide os bairros nobres de Copacabana e Ipanema.]




13 de junio de 2026

Dos obras de João Fahrion

 


João Fahrion (Porto Alegre, 1898-1970) - Bastidores, 1951


 

Retrato de Patrícia Brins, s.d. (Não assinado)



1 de junio de 2026

Una fotografía de Frank Horvat

 


 Frank Horvat - Dancing couple, Rio de Janeiro, 1963



Frank Horvat fue un fotógrafo italiano que vivió y trabajó en Francia. Es mejor conocido por su fotografía de moda, publicada entre mediados de la década de 1950 y finales de la de 1980. La obra fotográfica de Horvat incluye fotoperiodismo, retratos, paisajes, naturaleza y escultura.

(Opatija, Croacia, 1928  - París, 2020)


27 de mayo de 2026