Quem vê uma fotografia está sempre de olhos vendados para o que ela realmente mostra. Tacteando com os olhos, procura agarrar o sentido da imagem, condenado a construir a memória do que não foi testemunhado. Por outro lado, também o ser fotografado tem os olhos tapados para ver, precisamente, quem o vê. Uma fotografia desconhece sempre o rosto dos seus espectadores.
Maria João Freitas
Entrada publicada por MJF el 1-10-2011 en el blog a namorada de wittgenstein

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